segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

É Triste, Mas É Verdade! (Hittler Em Brasília!)

video

Obviamente que o texto e as imagens não se correspondem, mas tanto um quanto o outro são verdadeiros e lastimáveis. É triste, mas é verdade, tudo isto é fato verídico e vergonhoso da história da humandade e da história do nosso país.

Ambos começaram debaixo, operários, proletários, atingiram o ápice da carreira política de seus respectivos países, mas se esqueceram de que eles são Prestadores de Serviços e não dominadores de seus povos!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Reconstrução, Sim! Doação, Não!

Quero aqui deixar minha saudação e minha força e apoio ao povo catarinense. Passei três anos maravilhosos lá, onde fiz grandes amigos e conquistei grande admiração por eles e tenho certeza que deles por mim.

Sinto muito mesmo, tudo que aconteceu com este povo simpático, acolhedor e trabalhador, contudo, quero deixar aqui meu protesto contra esta campanha em prol de depósito bancário para reconstruirem suas casas. Não, não sou contra a reconstrução delas, mas sim, de utilizarem uma campanha para ganharem dinheiro às custas do povo, sendo esta reconstrução, obrigação dos governos municipais, estadual e federal.

Os governos têm a obrigação de criarem um fundo de apoio e de financiarem tal obra, nem que para isto, o povo catarinense pague em 50 anos. Mas pedirem dinheiro à população do resto do país, para se eximirem de culpa, isto considero o fim da picada.

Se for assim, em todos os municípios em que a população morar em favela, em área sem o mínimo de cuidado social, terá o mesmo direito. Imaginem se o governador do Rio de Janeiro viesse à público pedir que a população brasileira doasse dinheiro para reformar, por exemplo, com a Rocinha, seria um caos! A Rocinha é maior que muitas cidades afora...

Para se ter uma idéia, da enormidade desta favela carioca, enquanto a Rocinha tem uma população em torno de 250 mil pessoas, o município de Joaçaba, no meio oeste catarinense tem uma população de aproximadamente 10% da Rocinha, ou seja, 25 mil habitantes, isso, levando em conta que cerca de 3 mil destes moradores são estudantes, vindos de outras cidades, que residem em Joaçaba apenas durante o ano letivo. E, tenham a consciência de que Joaçaba é a "capital comercial" do meio oeste catarinense, e uma das cidades mais povoadas da região. Quando eu tive a honra e o prazer de morar lá, residi em uma cidade vizinha, chamada Luzerna, que tem segundo o IBGE de 2001 possuía uma população de 5577 habitantes, sendo assim, a Rocinha é aproximadamente, 50 Luzernas.

Por isto, sou contra a campanha de doação de dinheiro para a reconstrução de suas casas, pois enchentes, catástrofes, secas, etc, acontecem em todo o país, independente de qual seja a região. Temos, sim, que criar uma campanha nacional de melhoria de qualidade de vida, educação e cidadania em todo território nacional. Se for pra doar, que doem remédios, roupas e comidas, água potável, etc. Isto sim, dou meu apoio irrestrito.

Mas dinheiro, nem pensar! Ainda mais porque quem doa, normalmente, não tem de onde tirar. O povão mesmo é o maior doador, já a classe mais rica cria as campanhas e fala para doarem, mas tirar o dinheiro do bolso e investir, isso é muito difícil!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

De Cima Para Baixo

Hoje de manhã, eu estava na Fazenda do município do Rio de Janeiro, e como um bom carioca, fiquei conversando com as pessoas; e lá, encontrei um senhor que disse estar a cada dia mais preocuado com a violência. E, devido a isto, deixo aqui escrita esta pequena observação:
Cada dia aumenta o pânico em relação à violência urbana e social, mas ressalto que a violência começa de cima pra baixo. A violência se inicia quando o trabalhador não tem emprego, não tem moradia, não tem saúde pública e gratuita e nem acesso à educação. A nossa violência teve um Boom alarmante logo após o fim da ditadura, porque? Pelo simples fato de que com o fim da ditadura a verdadeira face da miséria social foi demonstrada.
Muitos países que viviam ou ainda vivem sob o domínio da ditadura conseguiram sobreviver sem "derramar sangue" nos bolsos da população, principalmente, da mais carente; mas como no Brasil a corrupção é extraordinária e gigantesca, atingindo os níveis mais diversos possíveis, o país ainda sofre com este mal que arece ser infindável. Até hoje, o Brasil não conseguiu encontrar um fio da meada que pudesse seguir para se desvencilhar deste emaranhado denominado corrupção.
A violência tanto a urbana quanto a socal é marcada pela ausência de atitudes contra as agressões impostas à sociedade, como exemplo: a corrupção. Não podemos falar de violência sem atingir o âmago da questão. Onde e como tudo começou!
É verdade porém, que muitos que vivem na marginalidade estão nela apenas pelo status de bandido. Na minha geração nós queríamos ser ricos, famosos como: Tarcísio Meira, Cazuza e Zico. Hoje em dia, a garotada quer ser como os chefes do tráfico de suas comunidades.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dias Melhores

Já entramos numa nova era. Numa esperança de dias melhores, dias estes qe apenas no ano que vem, poderãoo ou não se realizar. Esperança de que não poderemos jamais perder a própria esperança.
Quero antes de qualquer coisa, dar meu voto de confiança ao candidato vencedor da eleição do município do Rio de Janeiro, afinal a esperança de que ele cumpra o que prometeu, ou de pelo menos, amenizar a situação drástica pea qual passamos... É inevitável confiar antes de que qualquer pessoa assuma a cadeira pública, o difícil é confiardepois que assumiu (rsrsrsrs)...
O Rio de Janeiro merece crescer, evoluir e, principalente, se desenvolver. Desenvolvimento é diferente de crescimento. Desenvolver é crescer sem criar riscos e diminuir os já existentes. Desenvolvimento é crescer sem desvalorizar a cidade, os bairros e a população. Mas o desenvolvimento não é obrigação apenas dos governates, ele passa fundamentalmente pela votade do povo de se organizar, criar projetos e amar a cidade com todo coração.
Está mais do que na hora da sociedade como um todo se unir, não apenas com relação a um tema específico, mas sim, com relação á vida como um todo. A vida da cidade, a vida do cidadão e à vida da futura geração.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Agora É Pra Valer!

Mais uma eleição se aproxima, desta vez é o Segundo Turno. Uma campanha marcada pela divergência política e pala educação dos candidatos, que até a resente data não dispararam agressões verbais contra seus adversários. O que mostra que, pelo menos, dignidade e honra ambos têm.
Como já avisei, estou apoiando o candidato Fernando Gabeira à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, ele tem um historico de ser digno, inteligente, educado e contestador. Qualidades estas que normalmente estão ausentes nos políticos.
Apóio e torço pra que ele vença, contudo, devo ressaltar que ambos os candidatos me instusiasmaram, pois há muito tempo não se vê candidatos tão bons cncorrendo à alguma carreira pública.
Espero que a mentalidade dos futuros canditados seja baseada no caráter (até agora demonstrado) desses candidatos.
Agiora é pra valer! Domingo estaremos nas ruas pra mais uma eleição! E que seja eleito o melhor pro Rio!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Finlândia - Um Exemplo De Educação

Recebi, há poucos dias, um E-mail contendo fotos da Finlândia, um país europeu que faz fronteira com a Rússia, que grande parte do ano, vive congelada, com temperatura inferior a 20 graus negativos.
Neste E-mail encontra-se uma declaração da Presidenta da Finlândia, Tarja Halonen, dizendo o porquê do sucesso de seu país. A Finlândia não tem muitos recursos naturais. O hino nacional já diz: “somos um país pobre, que não tem ouro. O recurso que temos é o nosso povo”. Assim, investe-se no povo.
Toda a pessoa tem de receber formação, educação, para ir tão longe quanto a sua capacidade permitir. Não é suficiente que uma sociedade possua algumas pessoas muito capacitadas. Toda a sociedade tem de ter a possibilidade de formação durante toda a vida. Ela informa que: “investimento maciço em educação, pois investe (6% do PIB na Finlândia, sem contar pesquisa); transparência no governo; e fidelidade partidária”. Ela ainda ressalta “É muito importante ter a coragem de alocar os recursos para a educação básica”. Não basta que uma criança pobre receba alguma formação quando pequena. Ela tem de poder estudar o quanto quiser.
Um povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores. Um povo educado não tolera corrupção. Um povo educado sabe muito bem diferenciar um discurso sério e uma falação demagógica. Um povo ignorante desperdiça seus recursos e empobrece. Um povo ignorante vive de se iludir. Um povo educado prospera mesmo em condições adversas!
A economia de mercado finlandesa é altamente industrializada, com produção per capita maior que a do Reino Unido, França, Alemanha e Itália. O padrão de vida é elevado. E o setor chave de sua economia é a indústria, principalmente: madeireira, metalúrgica, de engenharia, de telecomunicações (destaque para Nokia) e de produtos eletrônicos. Com exceção de madeira e de vários minérios, a Finlândia depende de importações de matérias primas, energia, e alguns componentes de bens manufaturados. O comércio externo é extremamente importante, com uma representatividade aproximada de 1/3 do PIB.
E a Finlândia tem sido um dos países mais competitivos nas estatísticas internacionais com apenas 5 milhões de habitantes. Imagine o que fariam com 190 milhões?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E... Vamos Ao Segundo Turno!

O Primeiro Turno acabou. E, graças a Deus, o candidato Crivella não se elegeu, e nem ficou para o segundo turno! Seria uma verdadeira desgraça ao município do Rio de Janeiro que ele conseguisse se eleger, aliás, seria mais do que uma desgraça, seria uma verdadeira Catástrofe!
Meu candidato (Chico Alencar) também não conseguiu chegar ao segundo turno. Menos mal que a cidade tem agora a possibilidade de consertar um erro histórico de, aproximadamente, 20 anos atrás. Quando elegeram Leonel Brizola governador, em vez do Fernando Gabeira.
Será uma honra poder fazer uma campanha em prol deste belo membro da política nacional, pois ele sempre foi correto, íntegro e honesto, diga-se de passagem, um dos poucos deste país. Ele, Fernando Gabeira, sempre se manteve na luta pela diminuição das desigualdades sociais e pela preservação e conservação do Meio-Ambiente, principalmente do nosso município. Então, agora, eu darei publicamente apoio no segundo turno a este candidato.
E que papai do céu nos proteja de tantas falcatruas, corrupção e desmandos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Puro Casuísmo!

Há alguns dias, recebi um E-Mail de um conhecido, Fidalgo. E, ele escreveu a todos seus amigos o seguinte texto:
Lembram quando ele falou que não tinha ninguém mais ético que ele neste país... Ele é muito sínico.
Fidalgo

A vontade de ter um país diferente e com mudanças éticas era tanta, que cheguei a acreditar. Vamos fazer nosso Dever Cívico de Casa e repassar aos Amigos... Inacreditável Saiu no Diário Oficial Não É Possível Repasse! Pessoal, infelizmente é verdadeEsse país não é mesmo sério... Que beleza ser presidente! Saiu no Diário Oficial... Passe para sua lista, pra demonstrar nossa indignação. O Lula já está preparando a saída dele. E garantindo o conforto da D. Marisa, é lógico! Nos discursos dele e da Dilma, nada disso é comentado, dito ou falado.

DECRETO Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008.
Regulamenta a Lei no 7.474, de 8 de maio de 1986, que dispõe sobre medidas de segurança aos ex-Presidentes da República, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 7.474, de 8 de maio de 1986,
DECRETA:
Art. 1º. Findo o mandato do Presidente da República, quem o houver exercido, em caráter permanente, terá direito:
I - aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal;
II - a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III - ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS nível 5.
Art. 2º. Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o serão de livre escolha do ex-presidente da República e nomeados para cargo em comissão destinado ao apoio a ex-presidentes da República, integrante do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas da Casa Civil da Presidência da República.
Art. 3º. Para atendimento do disposto no art. 1o, a Secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República poderá dispor, para cada ex-presidente, de até oito cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo dois DAS 102.5, dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1.
Art. 4º. Os servidores em atividade de segurança e os motoristas de que trata o art. 1º receberão treinamento para se capacitar, respectivamente, para o exercício da função de segurança pessoal e de condutor de veículo de segurança pelo Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Art. 5º. Os servidores em atividade de segurança e os motoristas aprovados no treinamento de capacitação na forma do art. 4o, enquanto estiverem em exercício nos respectivos cargos em comissão da Casa Civil, ficarão vinculados tecnicamente ao Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional, sendo considerados, para os fins do art. 6º, inciso V, segunda parte, da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, agentes daquele Departamento.
Art. 6º. Aos servidores de que trata o art. 5º poderá ser disponibilizado, por solicitação do ex-presidente ou seu representante, porte de arma institucional do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional, desde que cumpridos os seguintes requisitos, além daqueles previstos na Lei nº. 10.826, de 2003, em seu regulamento e em portaria do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional:
I - avaliação que ateste a capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo, a ser realizada pelo Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional;
II - observância dos procedimentos relativos às condições para a utilização da arma institucional, estabelecidos em ato normativo interno do Gabinete de Segurança Institucional; e III - que se trate de pessoas originárias das situações previstas no art. 6o, incisos I, II e V, da Lei no 10.826, de 2003. Parágrafo único. O porte de arma institucional de que trata o caput terá prazo de validade determinado e, para sua renovação, deverá ser realizada novamente a avaliação de que trata o inciso I do caput, nos termos de portaria do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Art. 7º. Durante os períodos de treinamento e avaliação de que tratam os arts. 4o e 6o, o servidor em atividade de segurança e motorista de ex-presidente poderá ser substituído temporariamente, mediante solicitação do ex-presidente ou seu representante, por agente de segurança do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional.
Art. 8º. O planejamento, a coordenação, o controle e o zelo pela segurança patrimonial e pessoal de ex-presidente caberão aos servidores de que trata o art. 1º, conforme estrutura e organização própria estabelecida.
Art. 9º. A execução dos atos administrativos internos relacionados com a gestão dos servidores de que trata o art. 1º e a disponibilidade de dois veículos para o ex-presidente serão praticadas pela Casa Civil, que arcará com as despesas decorrentes.
Art. 10. Os candidatos à Presidência da República terão direito a segurança pessoal, exercida por agentes da Polícia Federal, a partir da homologação da respectiva candidatura em convenção partidária.
Art. 11. O Ministro de Estado da Justiça, no que diz respeito ao art. 10, o Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, no que concerne aos arts. 4º, 5º, 6º e 7º, e o Secretário de Administração da Casa Civil, quanto ao disposto nos arts. 2º e 9º baixarão as instruções e os atos necessários à execução do disposto neste Decreto.
Art. 12. Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Art. 13. Revoga-se o Decreto no 1.347, de 28 de dezembro de 1994.

Brasília, 27 de fevereiro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Jorge Armando Felix


É casuísmo autêntico!
É vergonhoso para o nosso País!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Fim Da Aprovação Automática

Há alguns anos na educação brasileira ocorre a errônea Aprovação Automática. Isto, sempre considerei uma tragédia, um assassinato ao ensino!
Agora, nestas eleições que estãos por vir, observei que alguns dos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro estão querendo acabar com ela. Finalmente, pessoas com boas intenções, e com olhar digno à educação pública de qualidade!
Essa aprovação automática jamais beneficiou alguém, muito pelo contrário, apenas prejudicou barbaramente, pois piorou o ensino e tirou dos alunos a vontade de estudar e de freqüentar a escola. Vejo isso na minha própria casa, meu irmãozinho que, no início mês passado completou 14 anos, sempre foi um ótimo aluno tanto em notas como em comportamento, mas a cada ano a dedicação aos estudos vem caindo, pelo simples fato de saber que ele sabe que já está aprovado! Atualmente, só se interessa em ir ao colégio pra conversar e ver os amigos, mais nada!
Devemos lutar e desejar sempre o melhor pra nós e nossa família, jamais querer ou usufruir de algo que, mesmo inconscientemente, faça-nos mal.
Sei que a intenção deste ato foi de nivelar o fraco ensino que temos, mas foi na verdade , um tiro que saiu pela culatra, pois apenas diminuiu sensivelmente a qualidade do ensino, a dedicação tanto dos alunos quanto dos mestres, e, principalmente, a prática da educação. Este ato piorou, inclusive, o relacionamento aluno/professor, assim como aluno/escola ,pois muitas vezes o professor fica de mãos atadas para punir o aluno que se quer freqüenta as aulas.

sábado, 13 de setembro de 2008

Empobrecimento Da Cultura E Da Educação

Ontem, na porta do Teatro Ipanema, na rua Prudente de Morais (em Ipanema, óbvio!), tive o prazer de reencontrar um casal amigo; e mais uma vez, durante nossa conversa, a conclusão foi estarrecedoramente a mesma: o empobrecimento da cultura e da educação brasileira está acabando gradualmente com a inteligência da população.
Sei que este assunto já foi tocado aqui outras vezes, seja como tema pricipal ou incidental, mas é uma constatação aterrorizante para nossa cultura. Mas que por obrigação moral, edcacional e cultural, volto a tocar, pois é latente o nível cada vez pior que somos obrigados a viver.
Já compositores de um nível mais elevado, como por exemplo, Gonzaguinha, Edu Lobo; cantoras como Maysa, Elis Regina e Clara Nunes. Hoje, vivemos num mundo onde a Mulher Melância é sucesso. Pelo amor de Deus! Rui Barbosa, o Águia de Haya, mundialmente famoso por sua inteligência e indiscutivelmente um orgulho nacional, deve estar matando o Diabo a pauladas por ter posto um microfone na frente de uma melância em forma muito arredondada de mulher!
Já tivemos atores como Paulo Autran, Fernando Torres, Sandra Bréa, Dina Sffat, hoje convivemos com a geração Malhação, ou com modelos que resolveram ser galãs... É por isso, que Tarcísio Meira ainda embala muitos sonhos femininos, pois além de ainda estar bonitão é um trilhão de vezes melhor que todos esses juntos.

Presto aqui minha humilde homenagem a todos aqueles que buscam enriquecer a inteligência do povo, com sua arte, com sua cultura, com seu papo, e, principalmente, com sua inteligência.
Eu amo rock, adoro samba, sou fã de carteirinha de Arrigo Barnabé (que faz aniversário amanhã), então, por ser tão eclético, considero-me uma pessoa nada preconceituosa, o que busco é a criação da arte, independente de seu estilo, se quiserem fazer Funk, Axé Music, façam o ritmo que quiserem, mas façam com qualidade, sem obscenidades, letras legais e interessantes. Não critico o ritmo, mas a atual criação de suas músicas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mais Uma Eleição Se Aproxima...

Tenho muitas dúvidas quanto ao que se passa na mente do povo brasileiro... Nesta época de final de campanha política para as eleições que se aproximam, é cada vez maior o medo que tenho desses candidatos que têm por aí.
Toda vez, é a mesma coisa, os mesmos candidatos, as mesmas pessoas, as mesmas caras, etc. E, quando surgem novas caras, podem ter certeza de que são farinha do mesmo saco. Poucos são os políticos honestos e de merecido respeito, mas estes não têm apelo popular ou grana pra fazerem campanhas milionárias que lhes garanta uma eleição, no mínimo, compatível com os demais candidatos.
Ficamos, portanto, a mercê desta corja. E, também, deste povo que, infelizmente, mal informado, enganado, ou pela boa aparência ou pela boa lábia, vota em candidatos cada vez menos dignos que exercerão poder em nossa sociedade.
Mais uma eleição se aproxima, e com ela renascem todos os medos, todos os pavores; e também, para opor a isto, toda a esperança de que desta vez, os candidatos eleitos sejam honestos, dignios e que façam deste país um lugar melhor para todos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Primeiro Dia

Hoje eu acordei com toda a satisfação do mundo. Óbvio, que preocupado com as conseqüências pela decisão tomada no dia de ontem... Mas não adianta chorar pelo leite derramado...
Tenho certeza absoluta que, de hoje em diante, serei extremamente feliz. Posso até demorar pra me acertar financeiramente, mas jamais me arrependerei dos meus atos. Busco a felicidade, a verdade e o amor, e isto tudo só conseguirei sendo eu mesmo.
Tem uma frase do John Lennon que é mais ou menos assim "Na minha vida. já usei de tudo e já fiz de tudo, mas só me encontrei em mim mesmo!". E é assim que eu penso. Só me encontrarei em mim mesmo, portanto, hoje é o primeiro dia da minha vida.
Já comecei dando um pequeno retrocesso na minha vida, voltarei a morar temporariamente com minha família, mas retrocesso este, que oportunizará um recomeço a curto, ou no mais tardar, a médio prazo...
Mais uma vez, sairei da minha Cidade Maravilhosa, e irei morar com a mulher que eu amo em sua cidade natal, Teófilo Otoni ( MG). Pretendo casaar-me com ela ainda este ano, e, visualizo 14 de dezembro como o dia da nossa união.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Braços Articulados Do Mal

Bem, além de toda esta pouca vergonha política que nos carca, diariamente, convivemos com pessoas sem o menor escrúpulo, caráter ou dignidade, e o pior disto tudo, é que normalmente, esta pessoa se passa por amiga, ou també é possível que faça parte de nossa própria família. Então, o que fazer?
Eu já decidi. Limarei esta pessoa do meu convívio. Pessoas deste nível não mais farão parte de minha vida. Estou farto desse mal caratismo todo. É a minha hora de dizer basta! Agora buscarei, mais uma vez, novas pessoas para fazerem parte da minha vida, novos amigos, novos colegas e um verdadeiro amor!
Eu me auto proclamo independente dos "braços articulados do mal", como defino, a partir de hoje, estas pessoas. Vou lutar por unhas e dentes por uma felicidade plena, com verdadeiros amigos, verdadeiros afetos e verdadeiras vidas ao meu redor.
Certamente, agora, estou mais perto de mim mesmo e de Deus.

sábado, 30 de agosto de 2008

A Decadência Da Música Brasileira

A música popular brasileira tem entrado em declínio vertiginoso a cada ano, porém, é bem verdade que muitos novos artistas têm surgido, com criatividade e talento, Contudo há uma inflamação da mídia pela baixeza cultural.
A cada dia aumenta mais e mais a quantidade de mulheres frutas, verdadeiras obras do mal gosto e da falta de cultura e intelecto do nosso povo. Isso é uma constatação da pobreza da educação brasileira. Um país que játeve compositores ao nível de Tom Jobim, Vinícius de Morais, Pixinguinha, Noel Rosa, Sérgio Porto, Nara Leão, Dorival Caymmi, Gonzaguinha, etc, não pode se contentar com Créu, mulheres melancias e Dj's!
A música brasileira merece algo melhor, não que nossa cultura musical não possa sofrer influências de músicas estrangeiras, não só pode como deve, mas não se pode deixar levar pela falta de criatividade, de inteligência e, inclusive, de respeito pelo cidadão.
Pelo amor de Deus! Vamos procurar novos talentos, novas idéias e buscar nos mestres inspirações para um crescimento cultural na nossa música que é tão respeitada fora do país!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crítica à Saúde Pública

Uma severa crítica que faço à saúde pública brasileira é o descaso que as autoridades têm com seu povo. Não quero aqui falar de situação de epidemia, como a dengue, mas sim, do abandono dos postos de saúdes e dos hospitais brasileiros, principalmente, nas grandes cidades.
Um exemplo claro disto, foi quando ocorreu um pequeno acidente com uma amiga, nada de mais, apenas um simples corte, mas ficamos juntos no hospital ceerca de 4 horas pra que ela tomasse apenas 3 pontos externos e 2 internos.
Não, a culpa não é dos médicos, nem dos enfermeiros, mas sim, da situaão precária que vivemos em todo território nacional quando o asunto é saúde pública.
Muitos políticos acam que saúde pública é apenas campanha contra a paralisia infantil... Quero deixar bem claro que saúde pública se começa a tratar quando a família têm acesso a melhores condições de vida, quando seu bairro tem esgoto, água potável, urbanização adequada e facilidade de acesso aos postos de saúde e hospitais da rede pública.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Novo Campeão Brasileiro

Para confirmar o que vocês verão, basta procurar no Google!
Assim não dá...

CAMPEONATO SÊNIOR

CAMPEÕES NELORE
PERÍODO DE 07/05 A 10/05
Antigo Proprietário da Fazenda Fortaleza
Sr. José Carlos Prata Cunha
CAMPEÃO M296 – CAFÉ DA ESTÂNCIA 2F
RGD: OBA 43 – 32 MESES – 1165 KG
FAZENDA: FORTALEZA
MUNICIPIO: VALPARAISO – SP

CAMPEONATO DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO NO BRASIL !
O Novo Mega Campeão do Brasil de enriquecimento ilícito é Lulinha, filho do Presidente Lula!
O Novo Mega Campeão do Brasil de enriquecimento ilícito é Lulinha, filho do Presidente Lula

FILHO DO PRESIDENTE LULA
COMPRA FAZENDA NA REGIÃO DE ARAÇATUBA
POR 47 MILHÕES DE REAIS!

Vocês sabiam que o filho do Presidente Lula, o Lulinha, que há 05 anos era subempregado do Zoológico em São Paulo, agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) localizada às margens da rodovia Marechal Rondon, município de Valparaíso-SP, de propriedade do Sr. José Carlos Prata Cunha, um dos maiores produtores de boi Nelore do Brasil, pela simples bagatela de R$ 47.000.000,00 (Quarenta e Sete Milhões de Reais), e a imprensa, nada divulgou! como isso é possível?
Nada contra o pecuarista que é muito conhecido no meio, mas onde o Lulinha arrumou esta grana toda? Como ele é inteligente, né? Quase um novo Bill Gates!!! De um salário de R$ 1.500,00 para 47 Milhões. Igual, só o Bill Gates mesmo, que façanha!
Vamos fazer a nossa parte.
Denunciem!
Obs: Essa fazenda do Lulinha é a primeira a receber o Certificado de Exportação de carne para Europa. Que coincidência né?

Temos que fazer algo e não aceitar isso, que ABSURDO!

Se você é como eu que foi logo confirmar a veracidade deste lamentável episódio, aqui vai uma dica, basta acessar o Google e procurar por proprietário da Fazenda Fortaleza em Valparaiso – SP (criador de Boi Nelore), por este caminho você chegará às provas que realmente é verdade que o Lulinha comprou a Fazenda Fortaleza.
Provavelmente, estes R$ 47.000.000,00 (Quarenta e Sete Milhões) saíram do BNDES, embutido dentro dos R$ 5.000.000.000,00 (Cinco Milhões) que o Governo LULA emprestou recentemente para a famosa TELEMAR (que atualmente usa o nome OI para poder despistar do velho escândalo dos R$ 5.000.000,00 para o LULINHA), onde os proprietários são: o Grupo La Fonte (proprietários da Rede de Shopping Iguatemi entre outros) e o Grupo Andrade Gutierrez S.A. (proprietários da Construtora Andrade Gutierrez entre outros). Este é outro escândalo que logo irá explodir no Brasil, aguardem e verão!
Se já não bastasse a roubalheira do LULINHA (de acordo com LULA é enriquecimento honesto) em sociedade na EMPRESA GAMECORP S.A. com o GRUPO TELEMAR, a qual teve e tem várias horas pagas nos canais da TV Bandeirantes e TV Alphaville.
Não fica só nisso… Sei que no Pará (e quem mora na região de Redenção, Marabá - Região dos Carajás) estão sabendo. Ele comprou do empresário Bené Mutran (homen forte da castanha) varias fazendas por R$ 100.000.000,00 isso mesmo (Cem Milhões!). Não fica só aí… Está comprando outras fazendas juntamente com os cumpanheiros Duda Mendonça e Daniel Dantas.
Temos que acabar com essa bandalheira desse vagabundo embusteiro chamado Lula da Silva.
Agora estão querendo dividir o Pará e criar o Estado dos Carajás…

Fora Lula-lá-drão!

Logo, nós iremos ouvir na mídia a seguinte frase:
“O LULA foi passar o fim de semana numa das fazendas da família”!

“Durmam com um barulho desse e vem me dizer que passou bem a noite” – abraço especial a todos – divulguem o máximo que puder!
Cadê a Revista Veja, que faz 6 anos divulgou uma matéria do Lulinha por ter recebido uma mixaria de 5 milhões por corrupção no sistema de telecomunicações?

terça-feira, 29 de julho de 2008

Carta ao Povo Brasileiro em Defesa da Reforma Urbana e Contra a Corrupção

Instituto Polis – 08/07/2008

Indignação, este é sentimento das organizações e entidades nacionais que compõem o Fórum Nacional de Reforma Urbana em relação aos últimos acontecimentos envolvendo agentes públicos do Executivo e Legislativo no desvio de recursos de projetos de habitação e saneamento.
Estas organizações e entidades nacionais, historicamente fazem a luta pela Reforma Urbana no Brasil e pela construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e Política Nacional de Mobilidade Urbana; que lutaram pela aprovação do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social e do Sistema Nacional de Saneamento.
A conquista de recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinado à urbanização de favelas, produção de habitação e obras de saneamento veio saldar uma dívida histórica de abandono há décadas do poder público para com as populações excluídas das cidades. Esta dívida precisa ser paga com urgência, para reverter os padrões de exclusão e segregação de nossas cidades.
Entendemos que o PAC de Habitação e Saneamento para mudar estruturalmente esses padrões deve estar subordinado aos objetivos e diretrizes da política urbana estabelecidas no Estatuto da Cidade para a promoção do direito à cidade sustentáveis. Entendemos que somente através desta medida o PAC poderá melhorar a situação de milhares de pessoas que vivem em condições subumanas de moradia, em regiões de risco e degradação ambiental, apontando para cidades menos injustas e desiguais.
Neste sentido, as organizações e entidades nacionais na luta pela Reforma Urbana reafirmam a importância estratégica do PAC para as populações de baixa renda de nossas cidades, porém repudia com veemência todo e qualquer tipo de corrupção com recursos públicos.
As organizações e entidades nacionais de luta pela Reforma Urbana repudiam também qualquer tipo de tráfico de influência, clientelismo e a “Política de Balcão” que prejudica de maneira drástica a política social destinada a estas famílias. O desvio de recursos públicos é uma ação hedionda, nefasta e os corruptos e corruptores devem pagar por este crime.
As organizações e entidades nacionais que compõem o Conselho das Cidades acompanharão as apurações em curso pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União, no sentido de garantir a transparência na aplicação dos recursos públicos para o desenvolvimento das cidades.
As organizações e entidades nacionais de luta pela Reforma Urbana têm defendido, desde a criação do PAC, através de mobilizações, documentos e Resoluções do Conselho das Cidades, que este deve estar submetido à lógica dos Sistemas de Habitação e Saneamento, inclusive sob o controle social das instâncias de participação popular, acompanhando e fiscalizando a gestão de Programas, de forma a garantir a sua transparência e a inibir a ação dos corruptos.
Neste sentido o Movimento pela Reforma Urbana, exige:
1)A vinculação das ações do PAC às aplicações da política urbana instituída no Estatuto das Cidades e do Sistemas Nacional de Habitação de Interesse Social e de Saneamento e Mobilidade Urbana;
2)Afastamento Imediato dos cargos de governo e do Congresso Nacional de todos os investigados;
3)A criação de uma Comissão de Monitoramento das investigações no âmbito do Conselho das Cidades;
4)Implementação imediata da Comissão de acompanhamento e monitoramento no sentido de garantir o Controle Social do PAC conforme resolução já aprovada no Conselho das Cidades;
5)Balanço do Comitê do PAC da Presidência da República, em todas as reuniões do Conselho das Cidades, sobre o andamento do Programa;
6)Reunião com o Presidente Lula para debater agenda política da Reforma Urbana;
7)Prazo para o envio ao Congresso Nacional de Projeto de Lei que cria o Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano;
8)Revogação da nomeação da Secretária Nacional de Programas Urbanos, Tereza Jucá, do Ministério das Cidades, que responde a diversos processos de improbidade administrativa, por entendermos que a sua permanência representa uma agressão a política urbana aos atores urbanos que vem construindo uma política nacional de inclusão social.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cinco Princípios Da Democracia Na Escola

João Monlevade

A escola brasileira tem uma história de elitismo, de seleção excludente e de autoritarismo. Os colégios jesuíticos da Colônia tinham muita qualidade, mas excluíam os negros, selecionavam os índios – aproveitando e aprovando os “obedientes” – e aos brancos e mamelucos destinavam uma cultura elitista, apropriada para governantes e burocratas, civis e eclesiásticos.

As aulas régias de Pombal, embora buscassem metodologias menos retrógradas, reforçaram a elitização da clientela e submeteram os mestres à Santa Inquisição.

As escolas públicas do Império e da República, até hoje, ou excluem na matrícula ou reprovam na avaliação, fabricando uma perpétua evasão e reforçando a desigualdade e a estratificação social. Contra estas tendências seculares, vicejou a rebeldia de alguns, e se conquistou um crescente ingresso do povo na escola – a chamada “democratização do acesso”. Hoje, mais de noventa por cento dos brasileiros de seis a dezesseis anos estão matriculados em escolas, na maioria públicas.

E a democratização das relações dentro da escola, a democratização da gestão, como está?

Aqui se distinguem governos autoritários e governos populares, embora, em ambos, o cotidiano se faça nas relações que acontecem dentro da escola, entre professores, alunos, diretores, funcionários, pais... O norte está dado pelo art. 206 da Constituição Federal, detalhado pelo art.3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: “gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”.

Enumero aqui cinco princípios para a construção legal e existencial desta prática nova: a democracia na vida escolar.

1. Gestão Democrática supõe ruptura com práticas autoritárias, hierárquicas e clientelísticas. Por isto, a eleição de diretores, embora não constitua a essência da gestão democrática, tem sido o sinal histórico para distinguir o “tempo autoritário” do “tempo democrático”. Mas não é a eleição eivada de populismo e de outros vícios que ajuda a democracia. Ela precisa ser disciplinada, para ser uma prática pedagógica de aprendizado da cidadania democrática. E tem que ser acompanhada de práticas administrativas do sistema que se adeqüem a uma nova forma – democrática – de decidir, de governar, de ordenar, de avaliar.

2. Gestão Democrática é participação dos atores em decisões e na avaliação. Talvez o ideal fosse fazer da assembléia geral escolar o órgão máximo deliberativo. Mas, no dia-a-dia, temos que construir um Conselho Escolar competente e viável, onde todos os segmentos estejam presentes e operantes, gerando e acumulando um novo e influente poder: o poder escolar. Professores, funcionários, alunos, pais e direção passam a ser um colegiado que se reúne ordinariamente e vai propondo e avaliando o Projeto Político-Pedagógico da escola, que na nova LDB ganhou substancial importância.

3. Gestão Democrática supõe representação legítima dos segmentos. A direção, embora eleita, representa o Estado. Os pais representam, autenticamente, os pais e mães, superando aquela ambigüidade das Associações de Pais e Mestres. Professores e funcionários representam seus pares na escola, levando as posições de suas entidades de trabalhadores da educação. E os alunos? A representatividade dos alunos deve somar à sua condição de “educandos”, enturmados na base da escola, liderados por “representantes de classe”, a prática de uma organização política mais ampla, em grêmios livres e associações municipais e estaduais, nem sectárias, nem partidarizadas.

4. A Gestão Democrática da escola se baliza pelo Projeto Político-Pedagógico da Escola. São os objetivos e metas da escola, referenciada à sociedade do conhecimento, que unem o Conselho, que presidem as eleições, que direcionam as decisões e práticas de seus atores. O professor e o funcionário precisam abdicar de seu corporativismo; os pais precisam superar seu comodismo; os alunos precisam conquistar o exercício de sua liberdade de aprender: de aprender ciência, de cultivar a arte, de praticar a ética. Não abrir mão de seus dias e horas letivos, que lhes garantem o direito de crescer na cultura e no saber. Embora a Proposta Pedagógica deva ser cientificamente assessorada pelos profissionais da educação, ela deve ser elaborada e avaliada por toda a comunidade escolar, presidida pelo Conselho.

5. Gestão Democrática da escola se articula com administração democrática do sistema de ensino. Enquanto a Divisão Regional ou outros órgãos intermediários continuarem vivendo de práticas burocráticas, a Secretaria de Educação de atitudes baseadas em hierarquias com mais ou menos poder, o MEC de resoluções olímpicas e desencarnadas, a gestão democrática nas escolas estará asfixiada. E, acima de tudo, a transparência e disponibilização de recursos financeiros deve ser o combustível do cotidiano da democracia na escola. O foco de qualquer descentralização de verbas – para merenda, para livros didáticos, para manutenção e outros gastos – deve ser a escola (não o diretor ou diretora), alimentando o Conselho Escolar na viabilização de suas idéias e decisões. Só assim se chegará ao exercício final da democracia escolar: a autonomia, pela qual a escola pública alcançará sua maioridade política e pedagógica.


Nota:

Professor aposentado da UFMT e consultor legislativo do Senado Federal

SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA

http: www.tvebrasil.com.br/salto

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tipos De Corrupção

Para demonstrar a situação que vivemos no Brasil, pretendo explicar, de forma bastante reduzida, os tipos de corrupção que aqui acontecem. E, caso se deparem com algo assim, saberão identificar o crime que acontece ao seu redor. Portanto, os tipos de corrupção são:
- Extorsão - Constranger outra pessoa, usando violência ou ameaçando, com o objetivo de obter para si ou para outrem benefícios econômicos, ou permitir que isto seja feito.

- Peculato - Abuso de confiança cometido por um funcionário público. Por exemplo, um juiz fazer uso pessoal de um carro apreendido.
- Estelionato - Tipo de fraude. Obter para si ou para outros, vantagens ilícitas em prejuízo de alheio induzindo alguém em erro. Por exemplo, loterias falsas.
- Concussão - Exigir vantagem para deixar de exercer função pública, como, por exemplo, um fiscal cobrar dinheiro para fingir que não vê os vendedores ambulantes ilegais.
- Improbidade administrativa - Significa administração de má qualidade, desonesta, de má conduta que acabe por lesar o patrimônio público.
- Desvio de dinheiro público - Apropriação de receitas do Estado para, por exemplo, gastar em campanha.
- Corrupção passiva - Aceitar dinheiro a troco de favores ilícitos.
-
Corrupção ativa - Oferecer dinheiro visando à obtenção de favores ilícitos.
-
Tráfico de influências - Tipo de corrupção em que a moeda de troca não é dinheiro, mas troca de favores. É um dos crimes mais difíceis de provar.

terça-feira, 8 de julho de 2008

É A Mais Pura Verdade!

É a mais pura verdade!
Há poucas semanas atrás fui assistir a uma peça teatral maravilhosa denominada Lúcio 80-30. Uma peça realmente emocionante, engraçada e familiar, uma belíssia demonstração de amor pela família. Sem dúvida nenhuma uma das melhores peças teatrais que eu já vi em toda a minha vida.
Mas vou direto ao ponto que me interessa.
Numa cena , o ator Lúcio Mauro (o pai) cita indignado que certos políticos brasileiros ficaram revoltados por terem sido chamados de palhaço, quando na realidade deveria ser um elogio. Pois o palhaço dá felicidade, alegria e emociona positivamente às pessoas que assistem-no.
Concordo com este ótimo ator, principalmente, quando ele disse que os palhaços que deveriam ficar revoltados por terem sua profissão tão pejorativamente relacionada à classe política atual. É uma vergonha esses imorais políticos ficarem revoltados por terem sua imagem (diga-se por passagem, nada boa ou se quer, decente!) associada à esta classe profissional tão honrada e tão nobre: a dos palhaços, e humoristas; enfim, pessoas que gostem de transmitir ao povo felicidade, amor e fraternidade.
Essa falta de bom senso dos políticos já ultrapassou o limite da honra. Eles agora se revotam até com elogios. Indignados estamos nós, povo brasileiro. Que assiste a esta pouca vergonha e sem direito de nos revoltar, pois os políticos se esquecem que são representantes do povo e não apenas, representantes de suas próprias famílias.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bom Exemplo

As armas estão em nosss palavras e nossos atos. A esperança de um futuro melhor surge nas tomadas de decisões, em grupos e comunidades. Portanto, mais mais digno e representativo para a população do que a Participação Popular! E com este enfoque, torno pública minha esperança de que o Brasil tem jeito.
São diversos os trabalhos realmente sérios feitos por ONG's, associações e representantes de comunidades, não falo apenas de comunidades carentes, mas da comunidade de cda região. O Afro-Reggae, por exemplo, surgiu como resposta à chacina em Vigário Geral e, hoje em dia, é um claro exemplo da força das ações poplares, digno dos mais merecidos parabéns.
Um prjeto que já dura 15 anos, tempo superior às diversas obras "tapa buracos" de governos. É um orgulho ver que pessoas "normais" tenham tido a coragem e o amor pelo próximode forma tão simples e veemente, que tornaram um projeto de "favelados" (com o perdão da expressão) em projeto social de renome internacional.
É justamente este amor ao próximo que necessitamos nos dias de hoje, independente de cor, credo e região que more ou que tenha nascido.
Somos todos filhos do mesmo pai (Deus) e da mesma mãe, a mãe Natureza! A mãe Vida!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Reforma do Código Penal Brasileiro

A reforma econômica é necessária, porém não é a única! Tão importante quanto, é a reforma do Código Penal Brasileiro.
A situação está crítica, cada vez mais, há a banalização do crime, e a crescente impunidade. Nada é feito para firmar as leis já existentes, mas sim, para abrandá-las. Todo crime há pena, mas atualmente há mais formas de sairem da prisão do que de entrarem.
Um exemplo escandaloso disto é o caso Pedrinho. Uma vigarista tmou mais de 15 anos da vida de uma família, por seqüestro de uma criança ainda dentro do hospital. Depois de anos de procura, chegou o dia que finalmente a prenderam. Ao ser presa ela disse estar doente, se fez de vítima, etc. Agora estará apta a sair da prisão appós cumprir somente 1/3 da pena.
Que pena é esta onde se rouba 15 anos de uma vida familiar, é condenada a passar outros 15 anos, mas poderá sair em 5 anos?
Se ela roubou os 15 anos deveria pegar no mínimo 48 anos, pois se a lei pudesse beneficiá-la a sair com 1/3 da pena, ela ficaria no mínimo 16 anos na cadeia, tempo maior que o furtado desta família.

Há De Chegar O Dia!

A corrupção está atrelada no discurso de qualquer político brasileiro, mais ainda, está inserida em sua cultura política. Diversos casos de corrupção foram investigados, desvendados pela polícia e, infelizmente, absolvidos pelos covardes que ocupam cargos eletivos, tudo isto em nome de uma suposta "honra" palamentar. Como se eles tivessem ou pelo menos tivessem conhecimento do significado desta palavra.
Segundo o site Wikipédia, honra é "Um sentimento humano relacionado com a procura do respeito público, a manutenção de bom-nome e a dignidade". Portanto, completamente oposto à realidade política nacional.
A vergonha é óbvia, não há como disfarçar, a cada dia aumenta a insatisfação da população com a categoria política brasileira e há de chegar o dia em que todos os cidadãos declararão VOTO NULO como única salvação para a governabilidade deste país. Eu não tenho dúvidas que este dia está pra chegar, pode demorar mais do que eu gostaria, mas ele chegará!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

RESENHA - do livro de João Ubaldo Ribeiro - POLÍTICA: Quem manda, como manda e por que manda?

RESENHA

POLÍTICA: Quem manda, como manda e por que manda?

“A Política tem a ver com o exercício do poder”, esta definição de política como algo relacionado ao poder não chega a ser satisfatória, pois há inúmeras definições de poder. Os americanos, por exemplo, definem política como “a capacidade de influenciar o comportamento das pessoas”. É evidente, que o ato político possui dois aspectos inerentes: o interesse e a decisão. Desta forma, a política passa a ser entendida como um processo onde interesses são transformados em objetivos e estes são levados à formulação e tomada de decisões. A política passa a ser encarada, como o estudo e a prática da canalização de interesses, almejando decisões.

A política já foi chamada de arte, ciência, filosofia e profissão, por abordar a relação homem/poder, pelas constantes indagações quanto à importância da política para o destino da humanidade, e a influência na condução da sociedade. O termo apolítico é utilizado erroneamente, como significado de ausência política, quando na realidade deveria ser falta de consciência ou de papel político. Portanto, não há apolíticos, mas sim, pessoas que são insensíveis aos anseios da coletividade ou à vida em comum, pois, política é referida como tudo que se passa na vida do homem. Inclusive, se não fizermos nada para mudar uma situação ruim, estaremos sendo políticos, pois, “estamos contribuindo para a perpetuação de uma situação política indesejável ou inaceitável”.

O homem nasce sem preconceitos, ele os adquire socialmente; seja o motivo que for, estes preconceitos são em grande parte, senão, os únicos responsáveis pelas guerras. O espírito humano age por instinto ou por decisões políticas que servem de meios para justificar as explorações e dominações. A política é o jogo de poder, a negociação que visa à tomada de uma decisão, ela faz parte da conduta humana. E, no sentido mais amplo, é o interesse público, da coletividade, da sociedade. Ela está inserida na vida de cada um, nos seus atos, na sua conduta, mas só se aplica quando a decisão é em prol dos cidadãos num todo, e não em prol de cada cidadão em separado. E ainda, diferentemente de como estamos acostumados a pensar, política não é apenas o jogo eleitoral, com discursos, promessas e etc... É a nossa própria existência coletiva, a financeira, a educacional, até mesmo a nossa felicidade.

Política faz parte da nossa vida, é o nosso destino e a nossa conseqüência, se a situação está de um determinado jeito, temos nossa parcela de culpa ou de acerto, tanto individual como coletivamente. Afinal de contas o que pode haver de mais nobre do que a dedicação à coletividade, principalmente, quando não há interesses escusos ou mesquinhos por trás, e sim, como interesse o bem-estar público?

Historicamente falando, desde os homens primatas as sociedades vêm se organizando, fato este, que não pode prescindir de um mínimo de organização política, caso contrário não seria uma coletividade humana, mas sim, animalesca; seja através da força de produção ou da força bruta, onde simplesmente, os mais fortes impunham suas vontades aos demais, esta força bruta pode ser “no braço” ou “nas armas” (que tornava o braço mais longo).

O controle da tecnologia passou a propiciar um papel dominante nas decisões coletivas, dando o status de poder a quem detinha a tecnologia. A política esteve e, em algumas regiões do planeta, ainda está associada à religião. A coletividade se torna, através dos tempos, mais fortes e resistentes a crises naturais da sociedade, e os que detêm a tecnologia passa a dominar, pois esses avanços tecnológicos geram o que chamamos de divisão social do trabalho, e assim, o interesse individual se sobressai ao interesse de todos.

Os vitoriosos desta batalha pelo domínio passam a criar tipos de mecanismos para a estabilização no poder, desta maneira entra em processo de institucionalização as diferenças entre governantes e governados. E, independente de quem o desempenhe, cria-se um papel social e político a ser cumprido. Com o surgimento de atividades e subseqüentemente de interesses diversos numa sociedade nasce o conflito de interesses, que são resolvidos com o domínio de um grupo sobre o outro, estabelecendo-se uma diferença entre governantes e governados, institucionalizando uma ordem jurídica. Formando assim, o Estado.

É comum associarmos Estado como sinônimo de país ou nação; a nação pode encaixar-se completa e exclusivamente dentro de um Estado, porém denote muitas vezes um conjunto de raça, hábitos, valores comuns a todos, ou seja, no sentido mais amplo, patrimônio histórico, afetivo e cultural. O Brasil é um dos raros exemplos de Estados que coincide com uma nação, por exemplo, muitas nações européias só tornaram-se Estados há menos tempo que o Brasil, como também há nações espalhadas por todo mundo que não possuem Estado; como os ciganos, e nem por isso, eles perderam a sua identidade.

O Estado representa o bem-estar da população, isto se expressa na ordem jurídica, que por sua vez rege o comportamento do cidadão, do próprio Estado e das relações entre o Estado e o cidadão. E em seu território não pode haver outro poder superior ao seu, caso contrário não haverá nem soberania nem independência. Ou seja, não há Estado sem soberania. Atualmente, há a dependência financeira, onde os países ricos sobrepõem seus desejos em relação aos países mais pobres, inclusive dentro de seus próprios territórios.

No âmbito do Estado, a ordem jurídica se estende a tudo e a todo sem excluir os cidadãos estrangeiros que estejam em seu território, ou sua jurisdição a qualquer outro título. A norma pode não ser obedecida, mas essa desobediência não deve ser tolerada, senão de nada adiantaria ter uma norma. O Estado detém o monopólio legítimo da violência, no caso a coerção. Somente o Estado, em nome do interesse público, qualquer que seja a ocasião, é que pode fazer a guerra, conduzir a repressão à delinqüência, ou seja, coagir, usar a violência. Na órbita dos que ele sabe que são proibidos, percebe que a coerção do Estado se encontra a sanção aplicável a quem viola a norma. Somente a ordem jurídica, o Estado, pode fazer ou deixar de fazer alguma coisa. É também óbvio que grupos ou facções que não reconhecem na legitimidade de um Estado qualquer não se vêem na obrigação de respeitar a lei e o conseqüente monopólio da violência. Assim, como se diz no Brasil, a lei é igual para todos, “mas alguns são mais iguais que outros”, ou ainda, “a justiça e a cadeia são para os pobres”.

O Estado possui os Três Poderes: legislativo, executivo e judiciário que, respectivamente, elabora leis, administra os negócios públicos e aplica a lei a casos particulares. Ao contrário do que se concebeu, os três poderes são separados e, teoricamente não há como um sobrepujar ao outro, porém, há mecanismos onde um poder realizar funções relativas aos demais, o executivo, por exemplo, pode criar leis utilizando projetos de lei, usar o veto parcial, etc; assim como no sistema de parlamentarismo, o legislativo também pode administrar os bens do Estado. Inclusive o judiciário pode sugerir e implantar normas em seus regimentos internos. O relacionamento entre os Três Poderes depende dos princípios e normas vigentes. O Estado se equilibra entre eles para que haja um bom funcionamento, arcando com o sentido e as conseqüências dessa ação.

Devido à Revolução Industrial no final do século XVIII, a economia começou a tomar importância e a consolidação cada vez maior do capitalismo, aos poucos os comerciantes, industriais, enfim a burguesia começou a assumir o poder que antes pertencia à aristocracia. Isso fez com que fossem criadas as Leis de Mercado, a demanda, etc. O egoísmo humano, o desejo de proteger seus interesses, a determinação de progredir, dentro da visão de “progresso” tida à época, embalaram o sonho da sociedade da economia, da política, marchando harmoniosamente ao futuro. Era indispensável, portanto, que o Estado “interviesse o mínimo possível na economia, ou na vida de seus cidadãos”, isso era à base do liberalismo, tanto político quanto econômico, que eram “as duas faces da mesma moeda”. Contudo, o liberalismo não contava com seu próprio desenvolvimento e com as condições criadas pela expansão tecnológica teorizada por ele mesmo. Mais uma vez, o egoísmo humano se sobressaiu, e a ganância humana resultou numa das maiores pragas da economia capitalista, o monopólio.

O Estado fez-se presente, com a consolidação do Estado nacional, impondo limitações à autoridade dos patrões, com a criação das Leis Trabalhistas, a Previdência Social, etc, e estes atos mantiveram o controle da economia, prestes a explodir. Pois não poderia permitir que leis econômicas causassem problemas insuportáveis à sociedade, como aconteceu a partir de 1929, nos Estados Unidos, conhecida como a Grande Depressão. O Estado, então, passou a ingressar na vida econômica através de empresas estatais, além de interferir na vida econômica da sociedade, pois não há mais como manter o Estado ausente, ele deve estar presente para corrigir as distorções da “mão visível do mercado”.

Ainda hoje, no Brasil, vivemos numa época de clientelismo, paternalismo, etc; onde há a velha máxima “para o governo resolver”. Enquanto no mundo inteiro, a partir de 1980, começou o processo de privatização das estatais, no Brasil, este ponta-pé só foi dado em 1990. Esse processo de privatização ocorreu por causa do gigantismo da máquina do Estado, e até o momento, vivemos com deficiência de saneamento básico, educação escolar, saúde pública, moradia, entre tantos outros.

O estado não existe sem as pessoas que o integram, sem a sociedade onde está implantado. Muitos acham que o ser humano é um animal predatório, e que requer permanente controle, tornado assim, o Estado responsável por ele, seus atos e impulsos. Para tal, deve-se ter cuidado para não delimitar a liberdade do indivíduo. Outros concluem que “o Estado é, na realidade, uma espécie de perversão humana”, pois o homem poderia com um mínimo de organização, substitui-lo por organizações mais simples, sem a marca autoritária do Estado. Portanto podemos concluir que há três atitudes básicas: o Estado existe para servir ao homem; o homem existe para servir ao Estado; e o Estado existe enquanto não surgir outro modelo.

Uma teoria só seria aplicada à realidade social e política se não houvesse interesses concretos aos quais ela servisse. Caso o Estado se veja ameaçado por tal teoria ele a julgaria subversiva, podendo inclusive gerar uma reação violenta por parte dos grupos que controlam o Estado. Já que o Estado gosta, neste caso, de dizer: “Isto é certo, isto não é certo” ou então “isto é bom, isto não é bom”, em relação à vida de toda a sociedade.

Por muito tempo, existiu a escravidão, e em certos casos ainda há. No Brasil, tivemos exemplos de escravidão explícita como a dos negros e implícita como a dos jagunços, só para citar exemplos. A escravidão pode-se dar de diversas formas, pois para algumas pessoas “certas verdades são verdadeiros fatos, e aceitam sem discutir ou sequer, pensar no assunto. É muito comum que a maneira de pensar destas pessoas seja “emprestada”, fato que corriqueiramente ocorre, em relação à quase tudo. Porém estes escravos, para defender seu país, são miseráveis voluntários mortos em guerras. O relacionamento Estado/povo depende da situação política de cada Estado e de como a população se sente e vive em relação ao Estado, se tem liberdade, direitos e voz participativa.

Como muitos outros termos dentro de Política, a palavra democracia é extremamente ambígua. É comum, infelizmente, que uma palavra com significado denotativo de povo no poder, tenha como conotação o seu oposto, já que muitas ditaduras se declaravam ou declaram democráticas pelo fato de, simplesmente, terem eleições para seus governantes. Eleições essas que podiam ter como candidatos pessoas escolhidas “a dedo” pelos ditadores. Mesmo no Brasil, já passamos por várias ditaduras, do Império, do Getúlio Vargas, dos militares, etc. E ainda hoje, há várias ditaduras espalhadas pelos cinco continentes, seja na América, África, Europa, Ásia ou Oceania. Em outras ditaduras há separação e independência de poderes, mas nos “bastidores do poder” a verdade é outra, e utilizam a imagem desta divisão apenas como fachada. Então, podemos afirmar que, para termos democracia de fato, é necessário que haja uma soberania popular em exercício.

Democracia é, portanto, o grau de liberdade, estabilidade, e vigor nas instituições políticas, grau de participação popular nas decisões públicas, responsabilidade do governo perante seus cidadãos, mecanismos de controle real dos abusos de poder, flexibilidade das instituições básicas para atender às exigências de mudanças pacíficas derivadas da vontade popular, etc. O Estado depende de seus governantes e administradores, para a sua condução cotidiana, seus atos, seus acertos e erros. Não há, em nenhum Estado do planeta uma democracia total, no sentido amplo da palavra, há, contudo uma participação popular em alguns pontos de decisão sobre o governo. Mas como exemplo desta ausência democrática, podemos citar discriminação aos católicos na Irlanda do Norte, aos imigrantes coreanos no Japão, e aos turcos na Alemanha.

Para que haja democracia, todos os cidadãos, independentes de cor, raça, credo, devem participar no debate e discussão “cara a cara”, buscando um consenso e a realização de um bem comum a todos. Hoje em dia, procuramos viabilizar a democracia participativa. Enquanto que a ditadura é a concentração de atribuições numa só pessoa, instituição, ausência de liberdade de opinião e pensamento, ou seja, a hegemonia, absolutas do Estado, portanto, o fechamento do processo decisório público.

A ditadura, não admite contestação, e quem a fizer, sofrerá as penas mais duras de suas leis, a alta traição ou a subversão; estas contestações, em países democráticos são atos rotineiros e louváveis. A ditadura não aceita o povo inteligente, e indagam: o que o povo entende, final, são ignorantes, preguiçosos e buscam apenas o bem-estar individual? Ou então, expressam: “Ao povo dê-se comida, casa, diversão, na medida do possível, que estaremos em paz! Pois, em troca disto, o povo estará disposto a colaborar”! E como alternativa, a ditadura oferece o medo, a opressão e a força de sua proteção “inabalável”, pois sem esta proteção, o povo teria medo de assumir as responsabilidades de seus próprios destinos.

O ditador assume uma postura quase divinal, a encarnação do Ser Superior, utilizando-se de uma máscara de bondoso, carismático, mártir, etc; “pois na verdade, os ditadores são gente simples que, se não fossem os deveres para com o país, prefeririam estar nos campos e nas fábricas em vez de palácios, entregando suas vidas abnegavelmente à grandeza nacional”. E, utilizando-se de argumentos tendenciosos, afirmando que “toda civilização que saiu da mão-de-ferro, acabou sendo desgraçada pela decadência de sua sociedade”.

Atualmente, sendo ou não democráticos, os Estados costumam ser constitucionais, e nos países democráticos, Constituição é o verdadeiro pacto nacional, emanado do Poder Constituinte, ou seja, de quem detém a soberania, se no caso do Brasil, temos como princípio universal à soberania popular, então o Poder Constituinte reside no povo. Existem dois tipos de Constituição, promulgadas aquelas feitas e votadas para este objetivo, e as outorgadas aquelas impostas ao país. No caso do Brasil,já tivemos várias Constituições, outorgadas, curtas, mas atualmente estamos com uma Constituição promulgada há 18 anos.

Mesmo nas ditaduras, os governos não são eternos, os monarcas, atualmente, atuam com regimes parlamentaristas; sendo assim, há necessidade de substituição de governantes ou de governo. Essa substituição pode ser feita de diversos modos, o mais democrático, apesar de existir nas ditaduras, é a eleição, que pode dar-se de diferentes maneiras, como em países onde a religião não é separada da órbita política, os candidatos, tanto da situação quanto da oposição, podem muitas vezes, ser indicados pelos atuais governantes. Há outras formas de assumir o poder e uma delas é o Golpe de Estado, que é a tomada de poder por vias violentas, por meios internos do poder. É comum que golpes de Estado se intitulem de revolução, contudo, a revolução obriga uma mudança profunda na instituição, no governo ou no sistema.

Dificilmente, há democracia sem o sufrágio universal, conhecida como eleição, mas para tenhamos uma eleição, precisamos de candidatos e eleitores, porém, há obstáculos para uma real democracia no sistema eleitoral, tanto para formação de eleitores quanto de candidatos, esses obstáculos podem ser idade, credo, raça, enfim, diversos motivos. Aqui mesmo, no Brasil, apenas há poucos anos os analfabetos ganharam o direito ao voto.

Para se escolher os governantes, há os sistemas eleitorais com eleição direta – aquela onde elegeremos um candidato para assumir um cargo ou função; e a indireta – aquela onde escolhemos representantes que elegerão num candidato em nome do povo. Também há subsistemas que combinam os dois podendo escolher com voto direto para um cargo e indireto para outro. Nestes dois últimos casos “a soberania é delegada ao corpo de representantes” que podem ser ou não, fiel a seu povo.

Há diferentes tipos de sistemas eleitorais, o mais conhecido é o majoritário, onde quem tiver maior votação assume o cargo. E este sistema pode ser subdividido uninominal – aquele onde se vota em um nome para um cargo, plurinominal – aquele onde se vota em “chapas”, ou por listas – onde quem obtiver maioria simples, 2/3 dos votos vence. Independente de qual for o sistema eleitoral, há uma grande probabilidade de ocorrer distorções, como alguns exemplos, podemos citar, um partido pouco votado pode criar mecanismos ou assumir o poder, caso faça coligações que diminuam a proporcionalidade de votos do partido vencedor; ou então, um partido mesmo que tenhas uma grande votação pode ficar sem representação política por ter perdido uma eleição por uma mínima quantidade de votos. Seja por votação simples, seja, ou por maioria simples, ou votos proporcionais, ou votos distritais, ou então, eleição em um ou dois turnos, etc. Nenhum sistema eleitoral pode aspirar ser livre de defeitos. Todos têm prós e contras, depende da cultura eleitoral de cada Estado e de seu povo concluírem qual sistema é mais adequado às suas aspirações, realidades e necessidades.

É incontestável que um grande passo à democracia é, e foi no caso brasileiro, uma marca histórica à redemocratização, o pluripartidarismo. Pois, todo Estado onde o pluripartidarismo não houver, será difícil vê-lo como democrático, por não ter opções de oposições em diversos pontos políticos, normalmente, quando não há o pluripartidarismo, é facilmente manipulável a participação efetiva da oposição.

É preciso deixar claro, que sempre houve e sempre haverá facções divergentes em todas as sociedades, e para que essas facções fossem ouvidas, deveriam se organizar, daí, nasceram os partidos políticos. Hoje em dia, os partidos têm sua formação e funcionamento regidos pelo Estado, tornado-os parte do processo político vigente. O partido político formula questões e apresentam candidatos às eleições, é considerado uma “via natural de ação política”, e na maior parte dos Estados, independentes de serem democráticos ou autoritários, é o “único caminho institucionalizado pelo qual se pode buscar formalmente o acesso ao poder”.

Visivelmente, podemos distingui-los de três formas, reivindicatórios – aqueles que podem ter algumas diferenças com o governo, masque normalmente concordam com seus principais aspectos; revolucionários – aqueles que lutam por uma ruptura na estrutura do poder; e os reformistas – aqueles que estão no meio termo entre reivindicatórios e revolucionários. A maior parte dos partidos, praticamente, funciona como agregadores de grupos ou de pessoas que tenham um objetivo comum, no caso, chegar ao poder. Também há o partido totalitário – aquele que se julga “o caminho que o povo deseja”, como se fossem a verdadeira expressão popular; e os partidos que não representam nenhum grupo, apenas a si mesmos, diferentemente da origem partidária que é agregar grupos ou pessoas com objetivos comuns.

Os partidos são compostos por indivíduos, e sua relação com eles é feita de várias formas. Podemos citar como exemplo, os eleitores – aqueles que votam, independente de qual seja o candidato escolhido por ele às eleições, sempre no mesmo partido e, normalmente, têm vínculo com ele, ou seja, são filiados; e os simpatizantes – aqueles que votam no partido mesmo sem serem filiados a ele.

A idéia de competição é ponto determinante para a existência de um sistema partidário, portanto, um sistema unipartidário é na realidade uma contradição à democracia, mesmo nos Estados socialistas que pregavam, e alguns ainda pregam, a ditadura do proletariado como um bem ao Estado, pois assim, teriam a Unidade. Todos em torno do mesmo objetivo. Esses partidos são fatores de revoluções, guerras, depressões, etc, como aconteceu, por exemplo, na Alemanha de Hitler, ou na URSS. Contudo, é no pluripartidarismo que ocorrem as grandes instabilidades políticas, devido às alianças e indisciplina partidária, fato corriqueiro no Brasil atual. Há também, dependendo da dinâmica do funcionamento, e independente do número de partidos existentes, o sistema de partido hegemônico, ou seja, aquele onde apenas um partido pode vencer as eleições.

Os partidos têm como função básica indicar os candidatos às eleições, mas para que esta indicação aconteça, há um processo, e entre os mais comuns estão: as reuniões de lideranças – onde os principais membros de cada partido se reúnem e indicam um nome; as primárias – onde os candidatos de cada partido vão debatendo e realizando sua campanha à candidatura; e as convenções – que são a reta final destas campanhas à candidatura. Qualquer que seja o método empregado, essa articulação é geralmente decisiva para a massa do partido. “Onde os partidos são solidamente estabelecidos e definidos, o trabalho em suas fileiras, os chamados serviços prestados ao partido, são muito importantes. Onde isso não ocorre, os fatores são mais diversificados, podendo assumir importância maior do que o partido as figuras de líderes com penetração popular, como acontece muito no Brasil.

Nós, seres humanos, sempre inventamos algo para nos preocuparmos, seja para estudar, seja para trabalhar, ou facilitar. Aprendemos, contudo, a nos relacionar com as leis criadas por nós mesmos, leis de convivência e de conveniência, procurando entender da melhor maneira possível nossos pensamentos e relacionamentos. E sempre que nos dedicamos ao conhecimento, e é quase impossível que não pensemos nas relações, e em como podemos afetar ao próximo. E a cada geração que chega, herda e tenta aprimorar tais conceitos, é difícil imaginar um ser humano que não tenha uma concepção ou um pensamento ideológico, mesmo quando ele nem saiba seu significado. Numa busca incessante pelo conhecimento ou pelo entendimento, nos questionamos ainda mais, e isso nos leva a buscar novas respostas, portanto, a ideologia é algo existente, como qualquer outra, é uma forma de pensar na qual moldamos o mundo, uma maneira de ver e interpretar os fatos comuns a toda coletividade.

A ideologia pode ter diversas causas, aspectos e objetivos, e pode haver ideologias de racismo, superioridade nacional, intelectual, cultural, enfim, basta ter alguém que crie uma idéia e a divulgue territorial, nacional ou internacionalmente, para se tornar uma ideologia. Tudo em benefício de sua coletividade, este é o lema da ideologia. Ela é diretamente relacionada com a consciência do indivíduo, seu conhecimento e as reais circunstâncias de sua existência; existe um ramo da sociologia dedicado ao seu estudo – a sociologia do conhecimento.

Apesar de vivermos num mundo em que a relação é capitalista ou não-capitalista, há inúmeras questões a serem debatidas, pensadas e questionadas, inclusive dentro deste tema. Não podemos permitir que alguém ou uma classe determine nossa maneira de agir ou pensar politicamente, e, há inúmeros fatores que podem de certa forma bloquear a consciência de nossa situação e nos induzir a enxergarmos de maneira oposta à realidade, mas não somos e nem podemos nos tornar animais de curral que reage sistematicamente igual a todos os reflexos condicionados, ou uma simples máquina sem direitos.

A ideologia básica assume sempre a mesma aparência, devemos “refinar” esta ideologia, e não permitir mais que os superiores digam: “devemos equacionar a sociedade de acordo com as condições e soluções que nos levem ao equilíbrio natural, e que faça com que o povo acate respeitosamente, sem contestar, sob a orientação dos superiores, a disciplina e a tutela, para o próprio bem dos indivíduos”. Cada rótulo ideológico pode ser usado por qualquer um, basta sentir vontade de pregá-lo a quem quer que seja, ou onde for. Podemos, contudo, não ser tiranizados pelos rótulos ou ideologias, mas para tal, devemos assumir a cada dia que passa, a consciência de nosso espaço perante a sociedade, nossas aspirações, identidade e interesses legítimos.

O poder é relativo, tanto para quem manda e como para quem se faz mandar. O Estado tem o poder do monopólio da coerção, justamente por esta razão faz de tudo para não perder o poder, entretanto, o poder nem sempre é daquele que o detém publicamente, muitas vezes, o verdadeiro poder está naqueles que são beneficiados, ou seja, daqueles que levam vantagem. Atualmente o poder mais ameaçador é o poder do conhecimento, ou seja, aquele que sabe como utilizar a máquina a seu favor pode, e não é difícil de acontecer, utilizar para angariar benefícios pessoais.

Este poder especialista é denominado tecnocrata, ou seja, governo de quem sabe “o que é melhor para todos”. A ciência e a tecnologia são criadas pelo homem, portanto, não devemos colocá-las acima do próprio homem, o controle da informação e a utilização da tecnologia e da ciência devem ser entregues sob supervisão aos tecnocratas e não simplesmente deixá-los no controle de tais mecanismos.

Há um outro meio de dominação que, indiscutivelmente, é a pior, a dominação mental. Quando permitimos nos escravizar mentalmente, ela toma conta de nossa consciência, e não percebemos que a realidade é diferenciada daquela que visualizamos, por se tratar de imagem pré-fabricada, esse processo e tão profundo e obscuro, que nos confunde, tornando ainda mais difícil, a luta. Somente “pela consciência política e pela produção cultural, livre e autônoma, conseguiremos, coletivamente, vencer”.